O Tempo Nao Para
O tempo não pára. Já o signatário deste blog sim. Os últimos meses foram loucura total e, por incrível que pareça, isso tem pouca ou nenhuma relação com o fato de eu estar ausente em escrever para este adorável - mesmo que esquecido - blog. Os pontos abaixo são os que recentemente afetam de alguma forma minha frequência por aqui:
Problemas técnicos
Decidi migrar totalmente o sistema do blog para algo mais simples, mais limitado e mais seguro. O problema é que, por questão disso, tenho que revisar cada um dos artigos escritos nos últimos 3 anos. O trabalho é gigantesco e tem tomado cerca de 4 horas por cada mês de conteúdo. Nos meses prolíficos, o tempo gasto muitas vezes excede à 6 horas.
Devo continuar com o trabalho porque ele coloca o meu conteúdo de forma muito mais limpa e simples de utilizar mas, informo antecipadamente, não esperem sentados não: minha motivação para o esforco não é lá das maiores. Mais sobre isso adiante.
China
Por motivos profissionais estou tendo que gastar muito tempo na China. Tem sido um tempinho bem desafiador por inúmeras razões. Uma delas é a limitação da internet por aquelas bandas. Já não bastasse a distância perturbadora da família e um trabalho não muito recompensador, ainda tenho que encarar uma internet onde nada funciona.
Até por isso que não devo escrever nada de lá e nem sobre lá. O governo lê, limita e restringe tudo que se fala, escreve ou até pensa a respeito da China. Encheção de saco 10, liberdade de expressão 0.
Essa nossa língua
Este blog é também um exercício para eu exercitar o Português escrito. O falado já declarei morte prematura mas o escrito tento prolongar a data do enterro mesmo que o fim pareça iminente. A questão é que o Português escrito, quando bem feito, é muito bonito - mesmo que difícil de entender - e para mim que escrevo apenas em Inglês em todo o tempo, este blog é praticamente uma pequena ilha que, embora paradisíaca, está cada vez com o acesso mais difícil.
Frases bonitinhas como essa última já estão com os dias contados - infelizmente.
Poluição digital
Estes dias queria encontrar detalhes técnicos de um equipamento na internet e, por mais que vasculhasse, só encontrava blogs anunciando o lançamento do produto. Pena que o lançamento tenha sido há 3 anos (uma eternidade para a natureza do dispositivo) e os malditos blogs simplesmente anunciavam rumores de um lançamento e nunca os detalhes técnicos que eu precisava.
Assim como nossos antepassados poluíram lagos, rios, mares e todo o resto por aí com toda sorte de porcarias, hoje nós poluímos o mundo digital com muita besteira que não interessa à ninguém - ou à quase ninguém. Blogs estão no epicentro deste movimento e a razão é simples: vomitamos informações desnecessárias sem perceber. Neste post mesmo: quem se interessa pelo fato que meus pais visitaram a Finlândia, que eu tenho dificuldades de escrever em Português ou que meu site tem algum problema? Na prática o número de interessados tende a ZERO até porque nem eu me interesso lá muito.
O artigo Why I Hate Blogs (em Inglês apenas - e, por favor, assuma o linguajar do autor com um pouco de “liberdade poética”) discursa sobre isso em detalhes e acabo concordando quase que totalmente.
O que esperar de agora em diante?
Não muito - confesso. Vou consertar o site todo mas em doses altamente homeopáticas. Sistemas de comentários nunca mais serão reabilitados porque além de requererem alta manutenção, agregam pouco e atraem muitos riscos.
Novas postagens serão mais raras porém “melhores” e provavelmente em Inglês (ainda em aberto). Não espere detalhes sobre a China ou sobre minha estada lá. Além dos problemas do governo, duvido que alguém sinceramente se interesse pelas minhas experiências por aquelas bandas. Quem se interessar, me liga que conto.
