Modelo, ator e cantor

Recentemente tive o privilégio de ser fotografado para uma campanha publicitária em estúdio por fotógrafo profissional e o escambau. Aparentemente a empresa para qual trabalho está economizando no cachê dos modelos e resolveu usar seus funcionários gordos para substituí-los. Quanto ao critério de escolha que levou-os e me escolher eu realmente tenho muito pouco o que comentar. Eu diria que o critério “beleza” não entrou na equação e que foi um processo extremamente aleatório. Caso contrário não teriam me escolhido; tenho certeza.

Fato é que me lembrei de outra atividade incomum que já fiz na minha vida que foi a de gravar um CD. Sim, mesma coisa, em estúdio profissional, com aqueles microfones engraçados e tudo o mais.

Nunca imaginei que a vida me proporcionaria essas experiências bizarras. Até porque minha formação acadêmica não tem nada a ver nem com modelo, nem com arte, nem com música… aliás, nem eu sei com o que minha formação tem a ver (quando eu descobrir é capaz de pararem de me mandar tirar fotos publicitárias - e o que vai ser bem chato).

Outra questão interessante foi que, quando gravei o CD, o operador do estúdio ficava constantemente pedindo para que eu desse “um passinho” para trás, me afastando do microfone. Quando já não tinha mais espaço para ir para trás, perguntei qual era o problema. Ele respondeu que minha voz era muito…. “forte”. As reticências foram exatamente aí.

No estúdio fotográfico, o fotógrafo me pediu várias vezes para dar um passinho “à esquerda”, sentido ao camarim. Em determinado momento eu já estava praticamente dentro do camarim. O motivo? Tenho um sorriso muito… “mediterrâneo”. As reticências foram exatamente aí também.

Agora pelo menos é certo; vou acrescentar ao meu currículo: “modelo, ator e cantor”. Talvez faça alguma diferença logo ali do lado de “faço carreto, conserto fogão e serviços de marcenaria e pintura”.

Tiago Luchini · 3 Feb 2009