O que um robô tem a nos ensinar
Na estória, um raio atinge o robô militar Número 5 deixando-o completamente maluco e fora-de-controle. O robô acaba fugindo do centro de pesquisas e causa pânico entre os cientistas: afinal de contas uma máquina programada para matar inescrupulosamente e carregando uma ogiva nuclear de 25 megatons e um laser capaz de derreter quase qualquer material não são coisas que você quer brincando com os seus filhos - principalmente se estiver descontrolada.
O interessante do enredo entretanto, é que a loucura do Número 5 faz com que ele fique consciente da sua própria existência. Ele passa a acreditar que está vivo e busca absorver a maior quantidade possível de conhecimento.
Os militares levantam o cerco para recuperar o robô perdido e poder desmontá-lo. Número 5 relaciona a palavra “desmontar” com “morte” e passa a fugir dos militares com medo de perder a própria vida. O mais curioso entretanto é quando perguntam-no em certo ponto por que ignorava o seu programa militar de ataque e destruição. Sua resposta é que assim como ele não quer ser “desmontado”, ele não quer “desmontar” ninguém. A auto-consciência da sua situação lhe dava a habilidade lógica de concluir que os outros também fugiriam igualmente da morte tanto quanto possível.
Dessa forma, um simpático robozinho que só existe no imaginário de um autor de ficção, nos ensina uma valiosa lição.
